A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher promoveu, na quarta-feira (16), um debate sobre estratégias para enfrentar a violência de gênero em ambientes virtuais e no contexto eleitoral. O encontro reuniu representantes do poder público e da sociedade civil e deu continuidade a um seminário voltado ao fortalecimento da rede de proteção a meninas e mulheres.
Tecnologias ampliam riscos
Durante a discussão, a pesquisadora da Universidade de São Paulo alertou para o uso de novas tecnologias na prática de violência, como a criação e disseminação de imagens sem consentimento por meio de inteligência artificial.
Segundo ela, o problema vai além dos indivíduos que produzem esse tipo de conteúdo. A estrutura das plataformas digitais, que favorece a circulação e o engajamento desse material, também precisa ser considerada no debate. Para a especialista, discutir a regulação dessas empresas é fundamental para enfrentar o problema de forma mais ampla.
Articulação entre poderes
O debate também destacou a necessidade de integração entre os diferentes poderes para fortalecer políticas públicas de combate à violência contra a mulher. A criação de espaços de diálogo e articulação institucional foi apontada como caminho para avançar em medidas concretas de proteção.
Crescimento da violência digital
Representantes do governo ressaltaram que a internet ainda não é um ambiente seguro para mulheres. A violência digital tem crescido rapidamente, atingindo principalmente meninas e jovens.
Entre as ações em andamento, está a capacitação de atendentes da Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180, para lidar com denúncias relacionadas a crimes virtuais.
Desafio estrutural
O debate reforçou que o enfrentamento à violência de gênero no ambiente digital exige respostas estruturais, que envolvam desde a responsabilização de plataformas até políticas públicas integradas. A avaliação é que, sem esse conjunto de ações, a tendência é de agravamento do problema nos próximos anos.
Fonte: Agência Senado





