Relatório de transparência salarial mostra que elas representam 69,7% da equipe da organização; documento também apresenta políticas de remuneração, diversidade e inclusão
As mulheres representam 69,7% das pessoas que trabalham no Greenpeace Brasil e ocupam 79,49% das posições de liderança da organização. Os dados fazem parte do segundo Relatório de Transparência e Igualdade Salarial de 2026, divulgado em cumprimento à legislação brasileira sobre igualdade salarial entre mulheres e homens.
Entre os funcionários da organização, os homens correspondem a 30,3% do quadro. O levantamento também aponta que 28% das mulheres que integram a equipe são negras.
A publicação atende às exigências da Lei nº 14.611/2023, que estabelece medidas para garantir igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens que realizam trabalho de igual valor ou exercem a mesma função.
O relatório reúne dados consolidados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com informações do eSocial referentes ao primeiro semestre de 2026.
Metodologias analisam diferenças salariais
Para elaborar os relatórios de transparência salarial, o Ministério do Trabalho e Emprego utiliza informações dos trabalhadores e considera agrupamentos definidos a partir da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).
O Greenpeace Brasil ressalta, no entanto, que esse tipo de agrupamento pode reunir profissionais com diferenças de cargo, senioridade e tempo de atuação na organização.
Por isso, a entidade afirma utilizar internamente outros critérios para acompanhar a equidade salarial. A análise considera fatores como remuneração, função exercida, tempo de serviço na organização e no cargo, senioridade e área de atuação.
O relatório também apresenta informações sobre critérios de remuneração e medidas adotadas para ampliar a diversidade no quadro de funcionários e nas posições de gestão.
Mulheres são maioria também na liderança
A participação feminina aumenta quando são considerados os postos de liderança. Segundo os dados divulgados, 79,49% dessas posições são ocupadas por mulheres, enquanto os homens representam 20,51%.
A organização informa manter políticas voltadas à promoção de mulheres para cargos de direção e gerência, além de ações de contratação direcionadas à ampliação da diversidade.
Entre as medidas relacionadas às condições de trabalho estão auxílio-creche, extensão das licenças-maternidade e paternidade e revisão periódica da estrutura de cargos e salários.
Segundo o Greenpeace Brasil, o acompanhamento periódico da remuneração é utilizado para identificar possíveis distorções e avaliar ajustes na política salarial.
Diversidade integra políticas internas
As iniciativas fazem parte dos princípios de Justiça, Equidade, Diversidade, Inclusão e Segurança, identificados pela sigla JEDIS e adotados pela rede Greenpeace internacionalmente.
No Brasil, a organização afirma utilizar processos seletivos inclusivos e adotar iniciativas para ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados no mercado de trabalho.
Também são realizadas seleções afirmativas. Entre as experiências citadas está a abertura de uma vaga exclusiva para mulheres negras para o cargo de diretora executiva adjunta, além de processos direcionados a pessoas negras e indígenas.
As ações de diversidade são acompanhadas por mudanças em normas internas, como Código de Conduta, Protocolo de Integridade e políticas relacionadas à jornada de trabalho e à privacidade.
A divulgação periódica dos dados de remuneração passou a fazer parte das obrigações de empresas e organizações com 100 ou mais empregados após a entrada em vigor da Lei de Igualdade Salarial. O objetivo é ampliar a transparência e permitir a identificação de diferenças remuneratórias entre mulheres e homens.
Com a publicação do novo relatório, o Greenpeace Brasil dá continuidade à divulgação semestral desses indicadores e às análises internas sobre participação feminina, diversidade e remuneração.
Fonte: Greenpeace





