O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu início, nesta segunda-feira (4), à Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação 2026, trazendo à tona dados preocupantes sobre a realidade enfrentada pelas mulheres no país.
Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 50% das brasileiras com 16 anos ou mais foram vítimas de assédio em 2025 — o maior índice já registrado pela pesquisa. Além disso, 37,5% relataram ter sofrido algum tipo de violência, enquanto 31% disseram ter sido alvo de ofensas verbais.
Especialistas destacam que o crescimento dos números reforça a urgência de ampliar o debate, especialmente dentro das instituições públicas. O assédio — seja moral, sexual ou em outras formas — provoca impactos profundos, que vão além do indivíduo, atingindo também o ambiente coletivo.
Representantes do Judiciário ressaltaram que o enfrentamento desse tipo de violência ainda é um desafio constante, em parte porque muitos agressores não reconhecem suas próprias atitudes como abusivas.
Já integrantes do Ministério Público apontaram que o problema começa antes mesmo do ato explícito, sendo alimentado por práticas como desqualificação, objetificação e invisibilização das mulheres. Nesse contexto, iniciativas de prevenção passam pela educação, formação e criação de canais seguros de escuta e acolhimento às vítimas.
O combate ao assédio e à discriminação no Brasil é respaldado por legislação específica, que institui políticas de prevenção e enfrentamento desse tipo de violência em diferentes esferas da administração pública.
Fonte: Agência Brasil





