A Uber começou a implementar no Brasil uma nova ferramenta que permite que usuárias escolham ser atendidas exclusivamente por motoristas mulheres. A iniciativa busca aumentar a sensação de segurança e conforto de passageiras mulheres e pessoas não binárias durante os deslocamentos.
A novidade estreia em Piracicaba (SP) e, nas próximas semanas, será expandida para Uberlândia, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Campo Grande. Ainda não há previsão para chegar à capital paulista.
Segundo a plataforma, a ideia é avaliar o funcionamento do recurso em cidades-piloto antes de ampliar o acesso. Nas localidades participantes, será possível selecionar duas opções:
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“Motorista mulher”, que garante viagens apenas com condutoras mulheres;
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“Preferência por mulheres”, em que o aplicativo prioriza motoristas mulheres, mas pode acionar um homem caso não haja disponibilidade.
Iniciativa responde a uma preocupação antiga das mulheres
Durante o lançamento, a Uber apresentou dados de uma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, que será divulgada em novembro. Segundo o levantamento, 98% das mulheres que saem à noite sentem medo de sofrer algum tipo de violência durante o trajeto, e 90% já relataram ter vivido situações de assédio ou insegurança.
O estudo também mostra que 99% das mulheres adotam estratégias de autoproteção em deslocamentos, como compartilhar a localização com alguém de confiança ou evitar horários e trajetos específicos.
Atualmente, apenas 8% das pessoas motoristas cadastradas na plataforma são mulheres — um número que cresceu 160% desde 2019, segundo dados da empresa. A Uber reconhece que, por isso, pode haver limitações na disponibilidade do serviço em determinados locais e horários.
Segurança e autonomia em movimento
A medida é vista como um passo importante para fortalecer a segurança e a autonomia das mulheres no transporte urbano, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades econômicas para motoristas mulheres.
Especialistas em mobilidade e gênero destacam que o transporte seguro é um dos principais fatores de permanência das mulheres no trabalho, no lazer e na vida pública. Iniciativas como essa ajudam a reconhecer o direito de circular livremente e sem medo — um pilar essencial da igualdade de gênero.
Fonte: Notícias ao Minuto





