Belém, 2025 – A Secretaria Nacional de Mulheres do Partido Verde (PV Mulher), representada por Shirley Torres, participou hoje (18) da pré-COP30, durante a Conferência Amazônia Viva, organizada pelo Partido Verde do Pará e pela Fundação Verde Herbeth Daniel.
Shirley Torres integrou a mesa temática “Clima, Mulheres e Populações Tradicionais da Amazônia”, ao lado da Secretária Estadual de Mulheres do Pará e da Superintendente do Iphan-PA, Cristina Vasconcelos. O debate destacou a importância de colocar as mulheres no centro das políticas de preservação ambiental e adaptação à crise climática, evidenciando os impactos desproporcionais que afetam mulheres indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
Cristina Vasconcelos ressaltou que muitas mulheres de comunidades tradicionais estão sendo obrigadas a deixar suas regiões devido aos efeitos das mudanças climáticas, como alterações no regime de rios, desmatamento e degradação ambiental. “As mulheres estão na linha de frente da proteção ambiental, mas também são as primeiras a sofrer as consequências da crise climática”, afirmou.
Shirley Torres abordou ainda o contexto da pandemia de Covid-19, destacando que os últimos anos agravaram as desigualdades e sofrimento das populações tradicionais. Ela criticou medidas da gestão anterior, que interromperam projetos importantes de proteção ambiental e fiscalização do garimpo na Amazônia, prejudicando comunidades originárias, especialmente os povos Ianomâmis, com impactos ainda mais severos para as mulheres indígenas.
Para a Secretaria das Mulheres do PV, a crise climática é acima de tudo um problema social que afeta mulheres de forma desigual, e é essencial que as políticas de adaptação e mitigação contem com a participação ativa feminina. Com base nesse entendimento, a Secretaria contribuiu para a Carta de Belém, documento que reunirá os pontos centrais defendidos pelo Partido Verde na COP30, destacando:
O protagonismo feminino na luta contra a crise climática.
A capacitação e acesso das mulheres aos espaços de decisão política e ambiental.
A valorização do conhecimento tradicional das mulheres, incorporando saberes ancestrais e práticas locais.
A articulação entre igualdade de gênero e justiça climática, promovendo políticas integradas que considerem os impactos diferenciados da crise climática.
A participação das mulheres nos debates sobre o clima é, segundo Shirley Torres, fundamental para construir soluções sustentáveis e inclusivas, garantindo que as políticas públicas considerem os impactos sociais, ambientais e culturais de forma equitativa.





