Durante a Reunião Ministerial do Grupo de Trabalho para o Empoderamento das Mulheres (EWWG) do G20, realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, em Joanesburgo (África do Sul), o Brasil reforçou a importância de ações concretas para eliminar a violência contra as mulheres, garantir igualdade salarial e ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.
O encontro reuniu representantes das maiores economias do mundo para discutir estratégias globais de crescimento sustentável, inclusão social e equidade de gênero.
No painel “Perspectivas globais sobre ações práticas para acabar com a violência de gênero, promovendo masculinidades positivas e equitativas”, o Brasil destacou que o enfrentamento às desigualdades exige políticas permanentes e o compromisso coletivo de governos, empresas e sociedade civil.
“As mulheres têm grande capacidade de transformar, produzir e construir uma sociedade mais democrática e justa, mas continuam enfrentando situações de violência, desigualdade salarial e discriminação. Precisamos garantir que a igualdade seja uma realidade concreta, não apenas um ideal”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Ela ressaltou que o país tem mais de 110 milhões de mulheres que atuam ativamente na política, na economia e nas comunidades, mas que ainda convivem com as consequências históricas do machismo e da sobrecarga do cuidado.
Entre as iniciativas apresentadas estão a Lei da Igualdade Salarial, que assegura remuneração igual entre mulheres e homens que exercem a mesma função, e a Política Nacional de Cuidados, que propõe dividir de forma justa as responsabilidades do cuidado entre o Estado, as famílias e toda a sociedade.
“Estamos percorrendo o país para garantir a aplicação da Lei da Igualdade Salarial e reforçar a Política Nacional de Cuidados. O cuidado é um pilar da vida social e precisa ser reconhecido como um direito e uma responsabilidade coletiva”, destacou a ministra.
Três prioridades globais para o empoderamento feminino
O Grupo de Trabalho de Empoderamento de Mulheres (EWWG) do G20 definiu três eixos prioritários de ação:
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Economia do Cuidado: reconhecer, reduzir e redistribuir o trabalho de cuidado não remunerado, garantindo tempo e autonomia às mulheres.
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Inclusão Financeira: ampliar o acesso das mulheres a crédito, terra e serviços financeiros, promovendo sua independência econômica.
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Enfrentamento da Violência de Gênero: fortalecer políticas integradas e incentivar masculinidades positivas e igualitárias.
Um marco global pela igualdade
A presidência da África do Sul no G20 em 2025 dá continuidade ao legado brasileiro de 2024, reforçando compromissos com a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. O encontro ocorre em um momento simbólico, que marca:
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30 anos da Declaração de Pequim,
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10 anos da Agenda 2030 da ONU, e
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25 anos da Resolução 1325 sobre Mulheres, Paz e Segurança.
O Brasil reafirmou seu compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária, baseada na valorização do cuidado, no fim das violências e na promoção de oportunidades justas para todas as mulheres.
Fonte: Agência GOV





