Uma pesquisa do Datafolha revelou que a maioria dos brasileiros considera importante ampliar a representatividade no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmam que é “muito importante” que uma mulher ocupe uma cadeira na Corte, enquanto 18% consideram esse fator “um pouco importante”. Já 27% dizem que o gênero não influencia na escolha.
Atualmente, o STF conta com apenas uma mulher entre os dez ministros em atividade. Em relação à representatividade racial, 46% dos participantes avaliam como “muito importante” a indicação de uma pessoa negra para o tribunal, enquanto 16% consideram isso “um pouco importante”. Outros 34% afirmam que a característica não tem relevância.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros nos dias 12 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento também investigou outras características consideradas relevantes para futuras indicações ao STF. O item mais valorizado foi o conhecimento jurídico: 85% disseram que é “muito importante” que o ministro tenha amplo domínio do Direito, requisito previsto pela Constituição Federal.
Outro dado que chamou atenção foi a importância atribuída à religião. Para 46% dos entrevistados, é “muito importante” que o indicado seja religioso, enquanto 20% classificaram esse aspecto como “um pouco importante”.
A pesquisa ainda mostrou uma percepção dividida sobre a relação entre ministros e política. Mais da metade dos entrevistados (51%) considera muito importante que o futuro integrante do STF tenha lealdade ao presidente responsável pela indicação. Além disso, 47% defendem afinidade política com deputados e senadores.
Ao mesmo tempo, 64% afirmam esperar independência dos ministros em relação a partidos e agentes políticos, apontando uma demanda simultânea por alinhamento institucional e autonomia no exercício do cargo.
O STF está com uma vaga aberta desde a aposentadoria antecipada de um dos ministros em 2025. A definição do novo nome segue em debate no meio político e jurídico, enquanto cresce a pressão de movimentos sociais e entidades por maior diversidade na composição da Corte.
Fonte: Folha de S. Paulo





