O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Álvares Machado (SP) registrou, de janeiro até o início de setembro de 2025, 47 atendimentos a mulheres vítimas de violência na cidade. Esse número representa um aumento de 62% em relação ao total de 29 casos de 2024.
A análise mostra que a faixa etária mais afetada é de 18 a 39 anos, com 25 mulheres nessa idade. Além disso, seis idosas também foram vítimas de violência, indicando que a proteção deve alcançar todas as idades.
Os bairros Parque dos Pinheiros e Jardim Panorama concentram os maiores números de ocorrências. Neste ano, o Parque dos Pinheiros registrou 9 casos (19,1%) e o Jardim Panorama 7 casos (14,9%), um aumento preocupante em comparação a 2024.
Rede de proteção à mulher
O município oferece atendimento especializado por meio do Creas, que realiza acolhimento psicossocial, acompanhamento familiar, encaminhamentos à rede de saúde e segurança pública, além de orientações sobre a Lei Maria da Penha e medidas protetivas.
Quando necessário, vítimas e seus dependentes podem ser encaminhados para casas de acolhimento regionalizadas.
O Creas fica na Rua José Paulo dos Santos, 58, Jardim das Rosas, e pode ser contatado pelo telefone/WhatsApp: (18) 3273-2352.
Mais transparência, mais proteção
Para fortalecer a rede de proteção e estimular a participação da sociedade no enfrentamento à violência contra mulheres, a Câmara de Álvares Machado aprovou um projeto de lei que determina a divulgação periódica de dados estatísticos sobre violência doméstica.
A proposta, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Joel Nunes (União Brasil), prevê que todos os registros de agressões ou outras formas de violência doméstica e familiar sejam sistematizados e disponibilizados em plataforma oficial acessível ao público, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e os direitos à privacidade das vítimas.
Segundo o parlamentar, a medida busca dar mais transparência, fortalecer a rede de proteção e incentivar a sociedade a se engajar no combate à violência contra mulheres.
A prefeitura ficará responsável pela publicação anual das estatísticas, tanto no site oficial quanto nas redes sociais da administração municipal. A proposta ainda está em análise.
Fonte: G1





