Lideranças negras e indígenas ocuparam espaço de destaque em um dos principais centros acadêmicos do mundo para discutir justiça climática, sustentabilidade e participação política. O debate ocorreu no Massachusetts Institute of Technology, em Boston, durante uma conferência que reuniu especialistas e ativistas de diferentes países.
Mesmo em meio ao frio intenso da cidade, o tom das discussões foi de urgência. Dentro dos auditórios, o foco esteve na necessidade de incluir comunidades historicamente marginalizadas nas decisões sobre meio ambiente e uso do território.
Vozes que partem dos territórios
Durante o painel, a liderança indígena Samela Sateré Mawé destacou o papel da comunicação na defesa ambiental. Segundo ela, traduzir conceitos como justiça climática e racismo ambiental para as comunidades é essencial para fortalecer a mobilização.
A ativista também criticou a ausência de perspectivas indígenas em espaços globais de decisão, como as conferências do clima, reforçando que povos tradicionais seguem lutando por reconhecimento e participação efetiva.
Diversidade como caminho para soluções
Já a ativista e escritora Domitilla Barros abordou a importância da diversidade nos espaços de poder. Para ela, a presença de mulheres negras e indígenas em posições de liderança é fundamental para romper padrões históricos de exclusão.
Ela destacou que diferentes vivências ampliam a capacidade de identificar problemas e criar soluções mais eficazes. Segundo a especialista, a inovação depende justamente dessa pluralidade de olhares.
Justiça climática e inclusão caminham juntas
O debate reforçou que enfrentar a crise climática exige mais do que soluções técnicas — passa também por justiça social e inclusão. A participação de mulheres negras e indígenas foi apontada como essencial para construir políticas mais justas e conectadas à realidade dos territórios.
Ao final, o encontro evidenciou que ampliar a representatividade nos espaços de decisão não é apenas uma questão de equidade, mas uma estratégia fundamental para enfrentar os desafios ambientais de forma mais eficiente e sustentável.
Fonte: Alma Preta





