A realização de mamografias tem crescido entre mulheres brasileiras, especialmente na faixa etária dos 40 aos 59 anos. O avanço está associado à ampliação do acesso ao exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e ao fortalecimento das estratégias de rastreamento precoce do câncer de mama.
Nos últimos anos, especialistas observam um aumento consistente na busca por exames preventivos, refletindo maior conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde. Nesse cenário, a mamografia se destaca como uma das principais ferramentas de diagnóstico precoce.
Dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) apontam que, em 2025, foram realizados cerca de 174,2 mil exames de mamografia, o que representa uma média mensal de aproximadamente 14 mil procedimentos. A maior parte da demanda concentrou-se entre mulheres a partir dos 40 anos.
Faixa etária de 40 a 59 anos concentra maior procura
De acordo com o levantamento da FIDI, a maior adesão ao exame ocorre entre mulheres de 40 a 59 anos. O grupo de 50 a 54 anos apresentou o índice mais elevado de realização de mamografias, com taxa de adesão de 96,6%.
A principal motivação para a realização do exame é o rastreamento preventivo, que busca identificar alterações nas mamas antes do surgimento de sintomas. Entre mulheres de 40 a 49 anos, o crescimento também foi significativo, com cerca de 25 mil atendimentos registrados em 2025.
Exame é aliado do diagnóstico precoce
A mamografia de rastreamento é indicada para mulheres que não apresentam sintomas e tem papel fundamental na identificação precoce de possíveis alterações. O exame possibilita detectar nódulos, calcificações e assimetrias em estágios iniciais, ampliando as chances de tratamento bem-sucedido.
Segundo a radiologista especialista em mamas da FIDI, Vivian Milani, o aumento da procura pelo exame representa um avanço importante na prevenção. De acordo com a médica, a maior incidência do câncer de mama ocorre entre os 40 e os 60 anos, o que torna o rastreamento nessa fase essencial para ampliar as chances de cura.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações e contribui para tratamentos menos invasivos, destacando a importância da adesão regular ao exame como parte dos cuidados com a saúde feminina.
Fonte: Terra





