Os últimos dados do IBGE mostram que, mesmo com avanços nos últimos anos, as mulheres ainda enfrentam barreiras significativas no mercado de trabalho. No 2º trimestre de 2025, a taxa de desemprego entre mulheres foi de 6,9%, enquanto entre os homens ficou em 4,8% — uma diferença de 44%, indicando que elas têm muito mais dificuldade para conseguir emprego.
Enquanto a média nacional é de 5,8%, essa estatística esconde desigualdades profundas. O recorte por gênero evidencia que fatores estruturais ainda dificultam o acesso e a permanência das mulheres no trabalho formal.
Entre os principais desafios estão:
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Dupla jornada: muitas mulheres acumulam o emprego remunerado com os cuidados domésticos e familiares, o que limita a disponibilidade para funções com horários rígidos ou longas jornadas.
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Desigualdade de oportunidades e preconceito: barreiras culturais e institucionais ainda restringem o acesso feminino a determinadas áreas, cargos e funções de liderança.
Esses números mostram que o desemprego não afeta todos da mesma forma. Políticas públicas voltadas à inclusão feminina são essenciais: creches de qualidade, programas de qualificação profissional, incentivos à contratação de mulheres e igualdade de condições de trabalho podem reduzir essa lacuna.
Reduzir a desigualdade de gênero no trabalho não é apenas uma questão de justiça social — é também fortalecer a economia. Quando as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens, todos saem ganhando: famílias, empresas e o país como um todo.
Fonte: Terra





